Dimensionamento do parque de hidrômetro – Melhor Medir Melhor

No dimensionamento de um parque de hidrômetro instalado é necessário uma abordagem agnóstica, pois o ambiente da hidrometria é dinâmico. Para tanto, é necessário uma gestão assertiva do parque de hidrômetros considerando as variáveis conhecidas e as não conhecidas. Basear-se em dados, sejam eles estruturados ou não estruturados.

Para decidir sobre quando os hidrômetros vão ser substituídos, pode se por exemplo utilizar o que existir no mercado, tais como: totalização de leitura, decaimento do desempenho, idade média do parque, etc., porém é recomendável ter uma referência móvel em função do que se tiver de informações ou de tendências para o parque de hidrômetro específico.

O estado da arte pode ser utilizado como ponto de partida para a gestão de um parque de hidrômetros, mas as regras devem ser ajustadas à medida que novos aprendizados são adquiridos, considerando as especificidades do parque. O momento adequado para agir é quando se detecta oportunidades de melhoria para redução de perdas e recuperação de faturamento.

Ter conhecimento do parque é importante, porém ter poucos ou muitos dados não é o principal, e sim a forma como estes dados são analisados e como se utiliza as informações oriunda destes dados para gerar os resultados que se deseja alcançar.

A capacitação contínua dos envolvidos na gestão do parque de hidrômetros, na busca de conhecimentos sobre as partes que envolve a medição tais como: a operação da rede, a tecnologia de hidrômetro, as mudanças no uso da água pelos clientes, as inovações, alinhada a análises constantes do parque permitirão resultados cada vez mais significativos.

Planejar visando obter a melhor expectativa de resultados em dado momento com os recursos que se tem. Logo na gestão assertiva da hidrometria a utilização da frase do filosofo Mário Sérgio Cortella faz todo sentido:

“Fazer o melhor enquanto não se tem recursos para fazer melhor ainda”.

É recomendável termos um aprendizado contínuo com visão e ação agnóstica e assertiva do parque de hidrômetro específico. Que pode ser obtido a partir de frequentes análises dos cenários para definição da demanda (qual trocar) e do redimensionamento (como e por qual substituir).

Logo para Melhor medir melhor é recomendável aprender com cada parque de hidrômetro, aplicar continuamente este aprendizado e compartilhá-lo para novos aprendizados.

Isso é apenas uma abordagem introdutória, para uma empresa ou órgão que parte do absoluto zero quanto à gestão de hidrometria ou como reflexão, se cabível, àqueles que desejarem melhorar a gestão continuamente. Em artigos futuros destacarei a importância de diversos outros conceitos, como setorização mensuração de perdas reais e aparentes, e como a capacitação contínua e as novas tecnologias têm colaborado para a gestão assertiva, com resultados significativos.